Peguemos no seu rasto, disperso pelo tempo e pelo espaço. Estes que escolhemos são nobre e rico, tornando-a peregrina de uma cultura.Partamos de Gujarat das Índias, onde apenas envolvia o que o homem colhia da natureza.
Com uma nova confissão, passou a vestir também os outros frutos do mar e da terra. E assim ficou, por anos... até que um êxodo a forçou a migrar para Moçambique das Áfricas, onde conheceu outros aromáticos companheiros de viagem. E assim, sem dar por isso, deu por si à beira da Velha Europa, numa Lusitânia que lhe acrescentou acentos e cedilhas e transformou seu nome.
É aqui ponto de união de culturas: indiana, árabe, africana e portuguesa. Perdeu o exotismo do seu nome mas nunca, nunca, como os nossos respeitáveis degustadores confirmarão, a sua essência.